Macaco com navalha.
A regra da vida é que molda o fantoche,
estabelecida para o progresso,
e a sua saída é fingir que ainda pode
sorrir disfarçado no silêncio terno.
O homem de nome esconde a fonte,
especulando sob o caos incerto:
ditar o dilema ou limitar o molde?
Sorrindo escondido, gravata e terno.
Fez-se, sozinha, sua própria morte,
se enganando que sou eu quem quero,
jogando ao vento sua única sorte,
fingindo não olhar além do concreto.
Esperança perdida, ferida e corte,
cicatrizando do jeito moderno:
esquecendo o sonho, sonhando que volte
fingimento, cimento, reboco e concreto.
Fingindo a regra, disfarçado de corte,
molda-se, enganando, cimento moderno:
ditar a saída ou fingir que ainda pode
sorrir além do sonho concreto?
Perdida, sozinha, esconde a morte,
especulando sobre o caos e o progresso.
Cicatrizando com reboco e sorte,
sorrindo ao dilema do vento concreto.
O silêncio da vida, disfarçado de fonte,
escondido, jogando do jeito que eu quero:
a única esperança, fingimento que volte,
esconde o olhar de homem terno.
Se o nome escondido sob o fantoche
fez a ferida no sonho incerto,
a própria gravata ainda é o molde
para limitar o macaco de terno.
Mesmo tentando escapar pela diagonal, o bispo terminará no xadrez.





Tão claro quanto as letras de Lô Borges.
Deus critica até o progresso!!!
E o terno…é claro…mas o terno acho que é porque Deus guarda um certo trauma da época em que crucificaram Jesus (que é Deus, né?)…afinal, rancaram suas vestes (que deviam ser parecidas com terno e gravata) e tiraram sorte pra ver com quem ficava…
Deus é Poeta! *-*
O título da música não coincide com aquela daquela banda Dance of Days?
@NÃO SOU MAIS EMO
O título era “macaco de terno” mas mudei para fazer uma pequena homenagem ao Fábio “Nenê” Altro.
Como posso ser tão Sabia quanto o senhor…?
merece ser musicada…